domingo, 7 de novembro de 2010

Relatório

Aulas 27 e 28 no dia 29-10-2010.

Nestas aulas os principais temas foram o Determinismo e a Liberdade.

Na primeira parte da aula desenvolvemos o conceito de Determinismo.


Conceito de Determinismo com base em algumas teorias:
  • Determinismo é a teoria que defende a regularidade do mundo e que as mesmas coisas produzem os mesmo efeitos.
  • Determinismo é a teoria que nega o acaso, dizer que um acontecimento é incausado é porque não se conhece a sua causa, o acaso é uma causa desconhecida ou negativa.
  • A ciência moderna funda-se na teoria determinista pois esta teoria fornece o princípio para a formulação das leis científicas, na medida em que a ciência consegue prever os fenómenos da natureza com base na observação da frequência ou regularidade com que os fenómenos presentes ocorrem.
  • O determinismo é o governo fixo e irrogável das nossas existências e de tudo o que existe no Universo.
 Por estes motivos é que o determinismo difere do fatalismo, fado ou destino.

Na segunda parte falámos sobre o que é o fatalismo e também sobre a posição determinista, ou não, da ciência.

Fatalismo

Tudo o que acontece está submetido a uma necessidade absoluta, como se estivesse escrito num livro. O destino, ou o fado, está na origem de tudo.
Nas tragédias gregas os heróis tudo fazem para contraria o destino mas este nunca deixa de se manifestar, por isto é implacável e irrogável, deixando o Homem abandonado à sua sorte, faça ele o que fizer.

Após esta abordagem sobre o Fatalismo, o professor resumiu-nos a tragédia grega "Édipo Rei".

A posição determinista/indeterminista da ciência

A ciência moderna, do século XVI até ao século XX, orientou-se pela teoria determinista, isto quer dizer que os cientistas ao conhecerem as relações entre causas e efeitos conseguiam não só prever como também manipular de forma a eliminar e modificar certas causas para evitar efeitos nocivos.


OBSERVAÇÃO:
  • A noção de determinismo, válida no quadro da ciência moderna, puramente mecanicista, tornou-se suspeita e foi declarada inválida no quadro da ciência contemporânea, designadamente, após o princípio de incerteza de Heisenberg, que falou em incerteza a nível do comportamento das partículas subatómicas.
  • Se a noção de determinismo é rejeitada em física, muito mais o tem de ser em antropologia e nas ciências humanas. Mas também não se pode cair na posição antagónica de alguns, segundo os quais haveria nos seres humanos indeterminação pura ou perfeita indiferença.

sábado, 2 de outubro de 2010

Ciência, Senso comum e Filosofia

SENSO COMUM
“Saber ligado às exigências práticas do quotidiano”
  • Superficial
  • Ingénuo
  • Imetódico
CIÊNCIA
“Actividade humana cuja finalidade é explicar os fenómenos”
  • Não reconhece valor à apreensão espontânea da realidade
  • Rejeita teorias que não sejam ulteriormente confirmadas
  • Implica rigor metodológico
  • Exige fundamentação através de dados objectivos
  • Elabora testes de avaliação
  • Enuncia leis
  • Tem a capacidade de prever fenómenos
  • Constrói teorias através de métodos claramente definidos
FILOSOFIA
“Actividade de formulação e tematização de problemáticas”
  • Reflexão tendo em vista a compreensão dos fenómenos
  • Lida com a dimensão não solúvel dos problemas (problematicidade) e com as respostas possíveis
  • A Filosofia aborda as questões de sentido
  • Aborda os problemas da vida
A ciência aproxima-se da Filosofia pelo seguinte:
  • Postura de investigação
  • Desejo de saber
  • Procura racional
  • Descodificação dos enigmas e mistérios do mundo
  • A ciência distingue-se da Filosofia pelo seguinte:
  • Não se contenta com respostas e procura soluções para os problemas
  • O seu modo de ser traduz o desejo de resolução e eliminação de problemas
  • Circunscreve o domínio que ela se propõe abarcar (exactamente o que é susceptível de ser solucionado e resolvido)
  • Constrói as suas teorias através de métodos previamente definidos

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Tia Filó

Afinal de contas quem é a Tia Filó? A Tia Filó (ou Filosofia se preferirem), é um campo de crítica e interrogação há muito estudada. Já na Antiguidade os grandes Filósofos se interrogavam sobre verdades não provadas e até daquelas que já tinham sido provadas. Quando filosofavam pensavam livremente, segundo as suas intuições, sem nunca rejeitar qualquer tipo de problemas e soluções.